DOM Centro Veterinário
Menu

12 de agosto de 2026

Inovações em ortopedia veterinária: como a área tem evoluído

A ortopedia veterinária mudou bastante nas últimas décadas. A área hoje dá mais peso a abordagens menos invasivas quando o caso permite, trata o controle da dor como parte central do tratamento e usa exames de imagem para embasar a decisão cirúrgica antes de qualquer procedimento. Nada disso substitui o exame clínico feito por um veterinário, mas amplia as ferramentas disponíveis para diagnosticar e tratar fraturas, lesões de ligamento e doenças articulares em cães e gatos.

Por que a ortopedia veterinária tem buscado abordagens menos invasivas?

Um movimento amplo na cirurgia veterinária, assim como na medicina humana, é a busca por procedimentos que causem o menor trauma possível aos tecidos ao redor da lesão, sempre que o quadro do animal permitir essa escolha. A ideia por trás disso é simples: incisões menores e manipulação mais cuidadosa tendem a significar menos dor no pós-operatório, cicatrização mais rápida e retorno mais ágil aos movimentos normais.

Isso não quer dizer que toda cirurgia ortopédica hoje é “menos invasiva” ou que essa via é sempre a melhor opção. Fraturas complexas, lesões extensas ou animais com outras condições de saúde podem exigir uma abordagem mais tradicional, que continua sendo segura e eficaz quando bem indicada. A escolha da técnica depende do tipo de lesão, do porte e da idade do animal, do estado geral de saúde e da estrutura disponível para o procedimento e para o acompanhamento depois dele.

Por isso, quando um tutor ouve falar de uma técnica “moderna” ou “menos invasiva” para determinado problema, o termo descreve uma tendência do campo, não uma garantia de que aquele caminho serve para qualquer situação. Quem define isso é o cirurgião responsável, depois de examinar o animal e avaliar os exames complementares. Uma cirurgia bem indicada, ainda que tradicional, costuma trazer resultado melhor do que uma técnica mais nova aplicada ao caso errado.

Como mudou o controle da dor no pós-operatório dos animais?

Por muito tempo, o desconforto de cães e gatos depois de uma cirurgia foi subestimado, em parte porque esses animais escondem dor por instinto. Um cachorro pode continuar comendo e abanando o rabo mesmo sentindo dor considerável, e gatos são ainda mais discretos: muitas vezes o único sinal é ficar mais quieto ou parar de fazer algo que fazia antes.

A ortopedia atual trata o controle da dor como parte do plano cirúrgico desde o início, e não como algo a ser resolvido só se o animal “parecer” desconfortável depois. Isso costuma envolver mais de uma estratégia ao mesmo tempo, combinando repouso em ambiente controlado, retorno gradual à atividade, apoio de fisioterapia quando indicado e medicação, sempre conforme prescrito pelo veterinário.

Um ponto importante para o tutor: os horários e as doses de qualquer medicamento devem seguir exatamente o que foi orientado na consulta, mesmo que o animal pareça bem antes da hora da próxima dose. Interromper ou espaçar a medicação por conta própria pode atrasar a recuperação e mascarar sinais de que algo não vai bem. Dor mal controlada também atrapalha a cicatrização, porque o animal tende a poupar menos a área operada ou, ao contrário, evitar apoiar o membro além do necessário. Qualquer dúvida sobre a resposta do animal à dor ou à medicação deve ser levada diretamente ao veterinário que acompanha o caso.

Qual o papel dos exames de imagem antes da decisão cirúrgica?

Cada vez mais, a decisão de operar ou não um problema ortopédico passa por exames de imagem, e não só pelo exame físico. Isso faz diferença porque muitas lesões de osso, articulação e ligamento não são totalmente visíveis ou palpáveis por fora, especialmente em estágios iniciais ou em animais de maior porte.

A imagem ajuda o veterinário a entender a extensão da lesão, descartar outras causas para o mesmo sintoma e planejar o procedimento com mais precisão quando a cirurgia é necessária. Existem diferentes modalidades de exame de imagem em uso na ortopedia veterinária hoje, e a escolha entre elas depende do tipo de estrutura que precisa ser avaliada, do porte do animal e da suspeita clínica levantada na consulta.

Isso não significa que o exame de imagem substitui a consulta. Ele é usado em conjunto com o histórico contado pelo tutor, a observação da marcha e a palpação feita durante o exame físico. É essa combinação, e não um exame isolado, que permite ao veterinário chegar a um plano de tratamento seguro, seja ele clínico ou cirúrgico.

Quando o exame físico deixa dúvida sobre a origem exata da dor, a imagem costuma ser o que confirma ou descarta a hipótese antes de qualquer procedimento ser marcado. Por isso, se o tutor já tem radiografias ou outros exames recentes do animal, vale levar na consulta: eles ajudam o veterinário a comparar a evolução do quadro e, em alguns casos, evitam repetir um exame feito pouco tempo antes.

Quais sinais podem indicar um problema ortopédico em cães e gatos?

Nenhum desses sinais, isolado, indica exatamente qual é o problema, mas todos são motivo para marcar uma avaliação veterinária presencial:

  • Mancar de um dos membros, mesmo que de forma leve ou intermitente
  • Relutância ou dificuldade para subir escadas, sofá ou carro
  • Demora ou esforço maior para se levantar depois de deitado
  • Em gatos, parar de pular em lugares altos que antes eram normais
  • Postura alterada ao ficar em pé ou ao caminhar
  • Lamber ou morder repetidamente uma pata ou articulação específica
  • Queda na disposição para brincar ou passear
  • Reação de dor ao ser tocado em uma pata, no dorso ou no quadril

Alguns quadros pedem atenção imediata, sem esperar dias para observar se melhora sozinho: manqueira depois de queda, atropelamento ou briga, pata visivelmente fora do lugar ou pendente, e dor intensa que impede o animal de apoiar o membro. Nesses casos, o contato com o centro veterinário deve ser feito assim que possível.

O sobrepeso é um fator que aumenta o risco de desgaste articular ao longo do tempo, então manter o animal em peso adequado é parte do cuidado preventivo das articulações, e não só um assunto estético. Em cães, esses sinais costumam aparecer primeiro nos passeios e nas escadas; em gatos, no comportamento em casa, já que eles têm mais facilidade para esconder o desconforto do dia a dia.

Por que a avaliação clínica individual continua sendo insubstituível?

Técnicas menos invasivas, protocolos de dor mais completos e exames de imagem mais detalhados ampliaram o que a ortopedia veterinária consegue oferecer. Mas nenhum desses avanços troca de lugar com o exame feito por um profissional que conhece o animal, ouve o histórico contado pelo tutor e examina o caso pessoalmente.

Dois animais com o mesmo diagnóstico podem precisar de condutas diferentes, dependendo da idade, do porte, de outras condições de saúde e até da rotina em casa. Um cão jovem e ativo com uma lesão de ligamento, por exemplo, costuma seguir um plano diferente do de um animal idoso com o mesmo problema, mesmo que o exame de imagem mostre achados parecidos nos dois casos. É por isso que a avaliação clínica individual, feita presencialmente, continua sendo o que define a melhor abordagem para cada caso, entre acompanhamento clínico, reabilitação ou cirurgia.

No DOM Centro Veterinário, esse processo começa sempre com um exame físico completo, seguido de exames complementares quando indicados, para só então o veterinário definir o plano de tratamento junto com o tutor. A cirurgia ortopédica no centro veterinário é conduzida pelo Dr. Igor A. Vetere, responsável técnico do DOM. Quem quiser entender melhor como funciona esse atendimento pode conhecer a página de ortopedia veterinária do DOM.

Perguntas frequentes

Técnicas menos invasivas servem para qualquer cirurgia ortopédica?

Não. A indicação depende do tipo e da extensão da lesão, do porte e da idade do animal e de outras condições de saúde. Em alguns casos, uma abordagem cirúrgica tradicional continua sendo a opção mais segura e eficaz. Essa decisão cabe ao veterinário, depois da avaliação.

É possível meu cão ficar completamente sem dor depois de uma cirurgia ortopédica?

Um plano de controle de dor bem conduzido reduz bastante o desconforto do animal, mas o objetivo realista é manter a dor controlada e permitir uma recuperação confortável, e não prometer ausência total de qualquer sensação. Qualquer sinal de dor fora do esperado deve ser relatado ao veterinário.

Só o exame de imagem já é suficiente para saber se meu animal precisa operar?

Não. O exame de imagem é uma ferramenta importante, mas é interpretado junto com o histórico do animal e o exame físico feito na consulta. A decisão sobre operar ou não considera esse conjunto de informações.

Meu gato só parou de pular no sofá, isso já é motivo para levar ao veterinário?

Sim. Gatos escondem dor com facilidade, e a redução de saltos costuma ser um dos primeiros sinais perceptíveis de desconforto articular. Marcar uma avaliação mesmo que o gato pareça bem no resto do tempo é a atitude mais segura.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma avaliação veterinária presencial. Se o seu cão ou gato apresenta algum dos sinais descritos aqui, marque uma consulta de ortopedia no DOM Centro Veterinário pelo WhatsApp. O centro veterinário fica na Avenida Sargento Geraldo Sant’Ana, 280, no Jardim Taquaral, e atende de segunda a sábado, das 8h às 19h.

Ficou com dúvida sobre o seu animal?

Fale com a equipe do DOM pelo WhatsApp e descreva o que você observou.